Deputados vão a Brasília buscar recursos para conter alagamentos em BH

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia vai a Brasília, reunir-se com o Ministro das Cidades, Alexandre Baldy. O requerimento para a visita, apresentado pelos deputados Sargento Rodrigues e João Leite, foi aprovado na manhã desta terça-feira (06/03), após audiência pública realizada para debater o planejamento e as ações em curso pela Defesa Civil para lidar com as chuvas em Minas Gerais. O objetivo é somar esforços em busca de recursos para as obras de intervenção necessárias nas áreas mais críticas de enchentes de Belo Horizonte, tendo em vista os graves e recorrentes transtornos para a população em períodos chuvosos. Para isso, os deputados pretendem solicitar formalmente ao Ministro a liberação de verbas.

Representantes das Defesas Civis Estadual e Municipal, Corpo de Bombeiros e Ministério Público participaram da reunião. Durante a audiência, foram exibidos vídeos e fotos com imagem impressionantes das chuvas que ocorreram no último dia 24, atingindo, principalmente a região nordeste da capital. Foram registrados alagamentos em vários pontos das avenidas Bernardo Vasconcelos e Cristiano Machado.

Marcus Aurélios Felizardo, coronel reformado da Polícia Militar e morador da região, relatou o medo que enfrentam todas as vezes que alertas de chuvas fortes são emitidos pela Defesa Civil. “Não suportamos mais viver nesta angústia e insegurança. Se a chuva do sábado, dia 24, tivesse ocorrido em um dia de semana, poderíamos ter vivido uma catástrofe. São inúmeras vans escolares e ônibus coletivos circulando na Avenida Bernardo Vasconelos. Criamos um grupo de whatsapp dos moradores da região, para protegermos uns aos outros. Ontem, quando começou a chover no final da tarde, mensagens de alertas começaram a chegar e pais se organizando para buscarem seus filhos na escola, de forma a impedir que as vans tivessem que entrar na avenida”, desabafou Marcus.

A Promotora de Justiça Marta Alves Larcher, coordenadora estadual das Promotorias de Justiça de Habitação e Urbanismo falou sobre o trabalho de monitoramento que há anos foi feito durante o período chuvoso, com foco nas áreas de risco, ocupadas irregularmente, como vilas e favelas. Atualmente, não existe mais esta divisão, sendo o risco estendido ao que chamam de cidade formal. “Não temos como impedirmos os fenômenos naturais que causam essas situações, mas podemos, e devemos, minimizarmos os riscos e evitarmos graves consequências. Trabalharmos conjuntamente, com os órgãos de defesa civil e população é a melhor forma de alcançarmos êxito”.

O Coronel Alexandre Lucas, respondendo pela Defesa Civil municipal, ressaltou que mais de 1 bilhão de reais foram aplicados em obras para conter problemas causados pela chuva em Belo Horizonte pelos últimos governos. Atualmente, existem oitenta pontos de inundação identificados e constantemente monitorados na capital. Um dos principais é exatamente a região atingida pelo Córrego Cachoeirinha. “O projeto da obra que precisa ser feita ali já está pronto e o custo estimado é de 130 milhões de reais, recurso este que não existe nos cofres da administração municipal. A Prefeitura está em busca de financiamento para executá-lo”. Segundo o Coronel Lucas, enquanto isso não acontece, a Defesa Civil investe na prevenção, por meio de alertas meteorológicos, orientação e treinamento dos moradores e comerciantes da região.

Já o Tenente Coronel Rodrigo de Faria, coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, ressaltou a importância de desenvolvermos a cultura da prevenção. “Nossa principal variável é a água, sob a qual não temos controle de volume. Se temos alterações climáticas, somadas à ocupação desordenada do espaço urbano, o resultado acaba sendo esses desastres naturais. Por isso é tão importante reduzirmos os riscos, investindo na prevenção”. Desde outubro de 2017, foram registrados 11 óbitos, 3 desaparecimentos e 374 pessoas feridas em razão das chuvas, sendo 66 municípios atingidos em Minas. Faria também ressaltou a importância dos prefeitos valorizarem e investirem na criação da Defesa Civil Municipal - COMPDEC, porque é no município que os desastres acontecem e a ajuda externa normalmente demora a chegar. É necessário que a população esteja organizada, preparada, orientada sobre o que fazer e como fazer.

O Corpo de Bombeiros também esteve presente à audiência, representado pelo Tenente Coronel Ângelo Gomes, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais e Respostas a Desastres – Bemad, criado há três anos com objetivo principal de responder mais rapidamente a situações especializadas, como enchentes, vazamento químico, incêndios florestais, entre outras. O comandante ressaltou o trabalho conjunto que desenvolvem com a Defesa Civil e a importância que debates como esse, promovido pela Comissão de Segurança Pública, são de extrema importância, para que a população possa ser ouvida e também tomar conhecimento de como é feito o trabalho dos órgãos responsáveis.

Os deputados receberam, ao final da reunião, material informativo produzido pela CEDEC. Sargento Rodrigues falou sobre a importância da divulgação desse trabalho, ressaltando que a Assembleia Legislativa tem muito a contribuir. Ele lembrou da Comissão de Pessoas Desaparecidas, que funcionou há alguns anos, e que resultou na lei de sua autoria, que criou o Cadastro de Pessoas Desaparecidas. Além da visita ao Ministro das Cidades, a Comissão aprovou requerimento para que seja enviado, ao Governador e ao Prefeito de Belo Horizonte, pedido de providências para a realização de campanhas de conscientização e divulgação das ações e planos da Defesa Civil. anteriormente aos períodos chuvosos. Essa divulgação deve acontecer em parceria com os meios de comunicação, como a TV Assembleia e a Rede Minas, para que a população tenha maior acesso às informações e tenha oportunidade de realizar as medidas de autoproteção necessárias para resguardar sua integridade física.

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Ações Sargento Rodrigues

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