ABANDONADO PELO GOVERNO, HOSPITAL DA POLÍCIA CIVIL PRECISA URGENTEMENTE DE REFORMA

A Comissão de Segurança Pública visitou o Hospital da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (30/10), para averiguar as condições de funcionamento do local. As associações e sindicatos da PC foram convidados para acompanhar a visita. Dias atrás, o deputado Sargento Rodrigues, presidente da Comissão, recebeu um vídeo feito por funcionários, durante forte chuva que caiu em Belo Horizonte. As imagens mostram a água entrando pelo teto de uma das salas e inundando o local.

A instituição aguarda uma reforma definitiva do telhado e também espera mudar para um novo prédio, na Avenida Barbacena, em Belo Horizonte, para ampliar o serviço oferecido a policiais da ativa, aposentados e seus familiares. As demandas foram apresentadas pelo diretor da instituição, Eduardo Lopes Tomich, ao deputado Sargento Rodrigues, durante visita.

Segundo Tomich, o telhado foi consertado provisoriamente, mas são necessários R$ 43 mil para completar o trabalho. Ele afirmou que, apesar do nome da instituição, funciona no local, atualmente na Zona Sul da capital, serviços ambulatoriais e odontológicos. São realizados, em média, 9,6 mil consultas médicas anuais e 12,6 mil atendimentos pelos dentistas. Também são registrados, anualmente, 3,7 mil acompanhamentos psicológicos, 7,9 mil de fisioterapia e 4,8 mil por nutricionistas, além de 12 mil perícias.

O médico disse ainda que o hospital oferece atendimentos a 36 mil pessoas, somando policiais e seus dependentes. Explicou que a instituição sofre com a falta de profissionais porque, no último concurso, realizado há seis anos, não houve candidatos em função dos baixos salários ofertados à época para os médicos especialistas.

“Hoje acredito que conseguiríamos preencher as vagas, porque houve um pequeno reajuste”, afirmou Tomich. Atualmente são 18 médicos e o ideal seria dobrar esse número para ampliar as especialidades. Na área de enfermagem a carência é de 30% de mão de obra.

NOVO PRÉDIO – De acordo com Eduardo Tomich, a ideia é transferir todo a área médica e administrativa para o novo prédio, que está passando por lentas reformas, e deixar no atual apenas o serviço odontológico. Seriam necessários R$ 600 mil para atingir a meta e ampliar o número de especialidades, como gastrologia e neurologia, além de serviço de medicina preventiva, que é uma das maiores demandas, uma vez que, hoje, 33% dos afastamentos dos policiais ocorrem por problemas psiquiátricos. O atual governo cortou as verbas que haviam sido liberadas pelo então governador Alberto Pinto Coelho para investimento na nova sede.

O Hospital da Polícia Civil oferece consultas eletivas nas seguintes especialidades: clínica médica, cardiologia, ginecologia, urologia, dermatologia, oftalmologia, psiquiatria, angiologia, otorrinolaringologia, pediatria e homeopatia. Também são oferecidos serviços complementares como fonoaudiologia, fisioterapia, psicoterapia, serviço social, enfermagem, laboratório de análises clinicas, serviços de atendimento domiciliar, além de atendimento odontológico.

O deputado Sargento Rodrigues comprometeu-se a destinar emenda parlamentar para a Polícia Civil, com destinação para o hospital. “O Hopital está abandonado pelo governo e é inadmissível tanto descaso por parte daqueles que são responsáveis pela gestão do nosso Estado. A emenda parlamentar é uma forma que o deputado tem, individualmente, de destinar recursos. Sempre o faço com objetivo de contribuir para melhor as condições de trabalho para os servidores, atendendo demandas que o governo ignora”, explicou. Pela Comissão de Segurança, ele ressaltou que será elaborado um relatório da visita que, além de documentar os problemas e necessidades, poderá servir de base para a discussão da revisão do PPAG, que acontece nos próximos dias na Assembleia Legislativa.

O PPAG organiza os programas e ações que o governo pretende desenvolver no período de quatro anos, com as respectivas metas físicas e orçamentárias, bem como as regiões do Estado a serem beneficiadas. É um plano de médio prazo, que passa por revisões anuais para torná-lo compatível com a Lei Orçamentária Anual (LOA), que mostra quanto e como o governo pretende investir o dinheiro público em áreas como saúde, educação, segurança, meio ambiente e estradas.

 

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