Calote do Governo do Estado que prejudica gravemente servidores públicos de Minas é discutido em audiência pública na ALMG

23561725 1723345974405167 3836443528791227086 nA Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou na tarde desta terça-feira, 14/11/2017, audiência pública para debater a negativa na concessão de empréstimos consignados aos servidores públicos estaduais, civis ou militares, fundamentada em suposta inadimplência da categoria.

O deputado Sargento Rodrigues solicitou a audiência após receber as graves denúncias de retenção dos repasses do crédito consignado pelo governo do Estado e explicou que a alegada inadimplência não se daria pela falta de pagamento por parte dos servidores, uma vez que estes sofrem os descontos diretamente em folha, e sim pelo atraso ou não repasse dos valores descontados pelo Estado às agências bancárias conveniadas.

Segundo o parlamentar, vários servidores públicos que possuem empréstimo com pagamento em folha estão correndo o risco de terem seu nome negativado porque o governo de Fernando Pimentel desconta os valores em seus salários, mas não repassa o dinheiro às instituições financeiras credenciadas, o que é considerado crime de improbidade administrativa, além de extrema falta de respeito com os servidores.

Quando questionado se os bancos comunicaram a falta de repasse, Rafael Baldi, diretor adjunto de negócios da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirmou que a Federação não recebeu nenhuma explicação específica, seja do setor público ou privado. “Quem paga pela falta de repasse é o cidadão que precisa do empréstimo”, ressaltou Baldi.
Para Denilson Martins, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil, nunca na história aconteceu isso no Governo: “Nós comprometemos nosso salário e o governo não repassa os descontos em folha. A condição do policial civil é de vergonha. Os servidores estão devendo, não sabem se receberão nem décimo terceiro, muito menos como ficará a situação no banco”.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), Marco Antônio de Paula Assis, “Esse senhor que agora ocupa o Palácio do Governo está em primeiro lugar para as próximas eleições, mas não honrou com nenhum compromisso que assumiu publicamente. Temos que aprender com o que já vivemos. Inadimplência é um eufemismo para o que este governo está fazendo, que é dar o calote nos servidores”.

23561490 1723345937738504 886134137435777792 nO presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais, Marco Antônio Bahia, afirmou que todos os dias é questionado enquanto representante de entidade de classe sobre o parcelamento dos salários e o atraso das consignações e cobrou a presença do Estado na audiência: “Onde está o representante do Governo que está surrupiando o dinheiro do servidor e não respeita nem a ALMG? Se o Governo descontou do servidor e não repassou aos bancos é apropriação indébita. Temos que acionar o Ministério Público.”

Coronel Altamir Penido da Silva, vice-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas Gerais, relatou que trabalha há 30 anos na Corporação, e é chamado de caloteiro: “No momento em que eu recorro ao empréstimo consignado, só tenho portas fechadas, passando por uma verdadeira humilhação por causa do Governo”. Já para Joana Cristina Carneiro, advogada da União de Militares de Minas Gerais, a falta do repasse expõem os servidores que trabalham, cumprem suas obrigações e que não têm respaldo do Governo e nem das instituições financeiras.

Sargento Rodrigues ainda ressaltou que o governador Pimentel está dando o calote em várias instituições: “Está dando o calote nas prefeituras, no Instituto de Previdência dos Servidores Militares, no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais, no ICMS dos municípios e nas instituições financeiras, que negativa o nome dos servidores junto ao SPC/Serasa. É mais uma crueldade da péssima administração desse Governador, que além de tudo é caloteiro”.

Ao final, o deputado apresentou requerimento para que seja encaminhado a todas as entidades e associações de classe representativas dos servidores públicos estaduais, dos membros da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar para que proponham ações judiciais em favor de seus representados, a fim de ressarcir todos os prejudicados pelos danos morais e materiais sofridos em decorrência da negligência do Governo de Minas Gerais. Também apresentou requerimento para que seja encaminhado pedido de providência ao Ministério Público Estadual, a fim de que tome as medidas cabíveis com base nas denúncias feitas pelas por essas entidades e associações representativas, bem como a PM, PC e Bombeiros, em audiência pública realizada em 14/11/2017. Outro requerimento apresentado encaminha pedido de providência ao Governador do Estado, à Secretaria de Estado de Fazenda, e à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, para que seja feita a imediata regularização do repasse dos descontos feitos nas folhas de pagamento dos servidores às instituições financeiras credoras.

AUDIÊNCIA PÚBLICA 14/11/2017

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Parceria entre bancos e polícias pode reduzir criminalidade

23316695 1717986201607811 6947031141069197470 nUma parceria entre as polícias de Minas Gerais e um sistema de segurança bancária que inclui 120 mil câmeras de vídeo, monitoradas 24 horas por dia, pode ajudar a conter o aumento da criminalidade no Estado. Foi esta a conclusão dos parlamentares mineiros que visitaram, nesta sexta-feira (10/11/17), o Centro de Segurança Bancária do Itaú-Unibanco, em São Paulo (SP).

Participaram da visita o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Sargento Rodrigues (PDT), e o deputado João Leite (PSDB). O convite partiu da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que mostrou interesse em uma colaboração mais intensa entre as instituições financeiras e o poder público, na área de segurança.

Para o deputado Sargento Rodrigues, os dados sobre a criminalidade em Minas Gerais mostram a necessidade de uma parceria institucional na área da segurança. “Em Minas Gerais, os crimes contra agências bancárias e caixas eletrônicos cresceram 40% de setembro para outubro deste ano. Nosso Estado já é o que mais registra crimes deste tipo no Brasil, mais do que em São Paulo”, afirmou o parlamentar.

A partir da visita ao Centro de Segurança, o deputado avalia que a principal colaboração dos bancos com o trabalho policial poderia ser o fornecimento, em tempo real, das imagens gravadas nas áreas externas das agências e do arquivo de fotos de pessoas envolvidas em crimes.

O trabalho de segurança realizado hoje pelas instituições bancárias vai além da simples gravação de imagens. Esse material passa por uma análise criteriosa de inteligência, de identificação de envolvidos e de comportamentos adotados na execução dos diversos tipos de crimes. “Atualmente, 90% dos crimes em agências bancárias são investigados e solucionados graças às contribuições das instituições bancárias”, declarou Rodrigues.

23472260 1717986291607802 8635177420802585820 nProjeto de Lei pretende regulamentar disponibilização de imagens

O deputado é autor do Projeto de Lei (PL) 4.566/17, que tramita na ALMG e trata exatamente de regulamentar a disponibilização à Polícia Militar, em tempo real, de imagens gravadas por instituições bancárias. Ele acredita, no entanto, que já é possível a Assembleia contribuir de outras formas para concretizar essa parceria institucional na área da segurança.

Agora, o parlamentar irá se esforçar para incluir, no Projeto de Lei (PL) 4.665/17, uma proposta de ação que viabilize as parcerias entre instituições públicas e privadas na área da segurança. O PL 4.665/2017, trata da revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2016-2019 para o exercício de 2018.

“Vamos também procurar o presidente da Assembleia, deputado Adalclever Lopes, para que ele possa receber institucionalmente os representantes das instituições bancárias, de forma a contribuir para que essa parceria se torne realidade”, afirmou Sargento Rodrigues.

Na visita desta sexta (10), os parlamentares foram recebidos, entre outros, pelo diretor de Relações Institucionais e Governamentais do Banco Itaú, Cícero Araújo; pelo superintendente de Segurança do Itaú, Waldemar dos Santos; e pelo assessor jurídico da Febraban, Guilherme Deboni.


Coronel Cassavari, Diretor do IPSM, é exonerado pelo Governo do Estado

23319060 1717749604964804 7505888953306113873 nFoi publicado nesta sexta-feira, 10/11/2017, a dispensa do Cel PM QOR Márcio dos Santos Cassavari do cargo de Diretor-Geral do Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM).

Desde 2015, quando assumiu o cargo, o Coronel Cassavari esteve na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em agenda com este deputado em setembro, como também em visita realizada pelo parlamentar em agosto daquele ano, sendo sincero quanto à situação financeira do Instituto, quando afirmou que havia R$600 milhões no caixa, em março de 2015, quando assumiu a direção do Instituto, e que após gastar esta reserva o Governo do Estado estava fazendo os repasses das verbas a “conta-gotas”.

23434818 1717749654964799 7260627830629450887 nAgora, o Governo de Minas por retaliação devido a uma publicação no site do Instituto, na qual informava aos servidores sobre a questão no atraso dos pagamentos dos conveniados, tirou o Cel Cassavari do cargo.

O deputado Sargento Rodrigues ressalta que o Coronel Cassavari é uma pessoa extremamente séria, honrada, diferente de algumas pessoas que hoje compõe os quadros do atual governo, o qual merece todo o respeito e admiração da classe.


Governo do Estado e Comando-Geral da PM determinam fechamento de Centro Infantil Sargento Marizeth

23231482 1715160655223699 4693311403038677723 nOs deputados Sargento Rodrigues e Coronel Piccinini visitaram na manhã desta quarta-feira, 8/11/2017, o Centro Infantil Sargento Marizeth, creche que atende 48 crianças de idades entre quatro meses e seis anos, e que fica localizada dentro da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, no Prado, em Belo Horizonte.

Sargento Rodrigues, que já vinha acompanhando o trabalho desenvolvido no local e as melhorias realizadas com a verba de R$30 mil que destinou em 2016, foi até a escola, nesta ocasião, para uma reunião com pais, professores e os responsáveis pela instituição, uma vez que, o Comando-Geral da Polícia Militar determinou, no último dia 23/10/2017, o fechamento imediato do Centro Infantil.

Segundo o Comando-Geral da PM, a justificativa para a determinação são as dívidas de tributos federais que a escola possui como INSS, FGTS e PIS, o que de acordo com os responsáveis pela escola, não procede, uma vez que, a direção tem enviado todo o esforço para regularizar a instituição, bem como sua documentação, já tendo realizado um refinanciamento e quitado as primeiras parcelas. De acordo com a direção, a única pendência é uma certidão negativa de débito, que a Receita Federal pode levar de dois meses a dois anos para expedir.

23319093 1715159935223771 1843615312501809353 nPara o deputado Sargento Rodrigues, a decisão do Comando-Geral pode ser traduzida como um ato de crueldade, e não de legalidade, já que a dívida já foi renegociada e que seria possível aguardar os órgãos federais responsáveis expedirem o único documento ainda pendente para a regularização da creche. “A escola presta um trabalho de carinho e dedicação aos filhos de policiais e bombeiros militares e de servidores civis, que precisam de um lugar de confiança para deixarem seus filhos enquanto trabalham. É cruel determinar uma ordem de despejo para as crianças que estudam aqui e para os profissionais que prestam serviços e a questão da documentação é só um pretexto para tudo isso. Todas as outras pendências já foram regularizadas. Os pais nem conseguem entender o motivo para tudo isso, é um absurdo”.

Vários pais e professores se emocionaram durante a reunião. A professora Maíza Ramos declarou que a maior preocupação é com seu futuro e com o futuro das crianças, principalmente das que são bolsistas e dependem desta oportunidade para o aprendizado. “O que será dessas crianças se formos despejados? Nós já passamos por muitas coisas aqui. Hoje a escola está numa situação melhor, não há motivo para o Comando-Geral da PM nos despejar. A representante dos pais, Bárbara Caroline, afirmou que é um absurdo uma história de 22 anos ser jogada fora e pediu socorro para que o despejo não ocorra.

23380102 1715160141890417 106094186504157215 nAo final, Sargento Rodrigues afirmou ainda que o Centro Infantil Sargento Marizeth deveria ser exemplo, modelo para que outros batalhões da PM e dos Bombeiros também criassem novas unidades, porque filhos de policiais e bombeiros dependem e necessitam disso, já que não recebem o chamado "auxílio-creche", como outras categorias do Estado: “Infelizmente, o comandante da PM não conhece a realidade aqui de perto, se ele viesse aqui, se ele conversasse aqui com os professores, com os pais, com os alunos, teria uma visão completamente diferente. Estenderia o prazo, prestaria apoio, já que tem condições de apoiar, mas está fazendo o contrário, está despejando 48 crianças de sua oportunidade de aprender”. O parlamentar ainda declarou que convocará uma audiência pública para que os pais, mães e funcionários possam ir até a Assembleia mostrar ao governo e ao Comandante-Geral da PM o ato de crueldade e de covardia que está sendo feito com a escola.


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